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Há milênios, a história registra os esforços da humanidade para transportar verticalmente cargas e pessoas. Já em 1.500 a.C., os egípcios estavam às voltas com a tarefa de elevar as águas do rio Nilo. Com o passar dos séculos, a tração animal – incluindo a humana – foi substituída, primeiro, pela energia do vapor, exclusivamente para o transporte de cargas, e, mais tarde, com o surgimento de novos mecanismos de segurança, o de passageiros.
Mas, só em 1852, foi criado o elevador para transporte de pessoas. A idéia se popularizou, e isso ficou comprovado antes do final do século XIX, quando a indústria da construção, amparada pela tecnologia dos elevadores, resolveu encarar projetos de edifícios cada vez mais altos nos quatro cantos do planeta.
Um século em funcionamento - O Palácio Laranjeiras, atualmente a residência oficial do governador do Rio de Janeiro, foi a primeira edificação brasileira a receber um elevador elétrico, no ano de 1906.
Um pouco de história - Os primeiros elevadores no Brasil só começaram a ser construídos em 1918, e não eram movidos nem a vapor, nem a eletricidade. Era o cabineiro, girando uma manivela, que fazia com que o elevador subisse ou descesse. As portas, pantográficas, eram também abertas e fechadas manualmente. Com o surgimento dos arranha-céus, a manivela logo foi substituída por sistemas elétricos mais complexos. Então, atender às chamadas com o apertar de um botão foi apenas o começo: relés e circuitos elétricos foram desenvolvidos, e, o comando automático seletivo foi o próximo passo, permitindo que os elevadores trabalhassem isoladamente, melhorando o tráfego nos edifícios.
Com os avanços da informática, o atendimento aos andares passou a ser controlado de uma forma mais racional. A vida útil dos componentes também cresceu, em função da redução dos defeitos, economia de energia e facilidade de manutenção e conservação. Hoje, os elevadores – com linhas arrojadas e modernas, que valorizam a arquitetura dos edifícios – já podem ser acessados via modem. Com a grande facilidade na detecção de defeitos, as equipes de manutenção estão mais preparadas, e inovações como câmeras de vídeo permitem a elaboração de estratégias mais eficientes.
"Fonte: REVISTA SECOVI EDIÇÃO 172"
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